A prevenção de diversos tipos de câncer pode começar ainda na adolescência. Por isso, jovens de 15 a 19 anos que não receberam a vacina contra o HPV na faixa etária recomendada têm até o dia 30 de junho para procurar a imunização pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A campanha nacional extraordinária faz parte de uma estratégia do Ministério da Saúde para ampliar a cobertura vacinal entre adolescentes e jovens que ficaram sem proteção durante o período da pandemia. “A vacina contra o HPV é super segura, tem uma taxa pequena de eventos adversos. Além disso, é preciso ressaltar que é uma vacina que protege contra câncer”, destaca a ginecologista e obstetra da Clínica Madria, especialista em Patologia do Trato Genital Inferior, Dra. Laura Zanella Caús.
A vacinação contra o HPV é considerada uma das principais formas de prevenção de doenças associadas ao vírus, especialmente do câncer de colo do útero, um dos tipos de câncer mais incidentes entre as mulheres. A ampliação temporária da faixa etária busca recuperar um déficit vacinal registrado durante a pandemia de covid-19. Muitos adolescentes deixaram de receber a imunização no período, levando o Ministério da Saúde a criar uma estratégia para alcançar esse público.
“A vacina do HPV é indicada para meninos e meninas, no SUS, de 9 a 14 anos. Houve uma ampliação pelo Ministério da Saúde, como uma estratégia de abranger um maior número da população, até 30 de junho. Isso, porque muitas pessoas não foram vacinadas em período de pandemia. Foi uma janela de vacinação com baixa adesão”, explica a médica.
Embora afete homens e mulheres, o HPV possui forte relação com a saúde feminina e está diretamente associado ao desenvolvimento do câncer de colo do útero. A prevenção desde a adolescência é considerada uma das estratégias mais eficazes para reduzir a circulação do vírus e evitar complicações futuras. “O HPV é um vírus sexualmente transmissível e que tem prevenção através de vacina. Ele causa diversas doenças nas mulheres. O HPV é o causador de 99% dos cânceres de colo de útero, mas ele também causa câncer de vagina, vulva, alendianos, cabeça e pescoço, entre outros”, alerta a especialista.
Por que a vacinação contra o HPV é tão importante?
O HPV (Papilomavírus Humano) é a infecção sexualmente transmissível mais frequente no mundo e está diretamente relacionado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer. A boa notícia é que a vacinação é uma forma segura e eficaz de prevenção, capaz de reduzir significativamente o risco de infecção pelos principais tipos do vírus.
Disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina quadrivalente protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os tipos 6 e 11 são os principais responsáveis pelo surgimento de verrugas genitais, enquanto os tipos 16 e 18 apresentam alto potencial oncogênico, estando associados a cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero.
Ao se vacinar, adolescentes e jovens recebem uma proteção importante para a saúde presente e futura. A imunização ajuda a reduzir a circulação do vírus e contribui para a prevenção de doenças que podem se manifestar muitos anos após a infecção.
Apesar da campanha nacional abranger o público de pouca idade, a vacina contra o HPV é indicada até os 45 anos de idade. Especialmente mulheres que já tiveram infecção por HPV têm indicação de vacinação, que pode ser feita na rede privada.
A orientação dos especialistas é que adolescentes, jovens e familiares procurem informações junto aos serviços de saúde e aproveitem a reta final da campanha para garantir a proteção contra o HPV e suas possíveis complicações.
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