O inverno aumenta a circulação de vírus respiratórios e exige atenção especial durante a gestação. Além de proteger a própria saúde, a gestante também contribui para o desenvolvimento saudável do bebê ao adotar medidas simples de prevenção e manter o acompanhamento pré-natal em dia.
Segundo a ginecologista e obstetra da Clínica Madria, Dra. Lisandra Scolaro, hábitos cotidianos fazem diferença na redução do risco de infecções respiratórias. A recomendação inclui higienizar as mãos com frequência, manter ambientes ventilados, evitar contato próximo com pessoas com sintomas gripais, priorizar uma alimentação equilibrada, boa hidratação e noites de sono adequadas.
A médica também orienta que, sempre que possível, sejam evitadas aglomerações durante períodos de maior circulação de vírus. Em situações de maior risco, o uso de máscara continua sendo uma medida importante de proteção.
"O principal cuidado para evitar formas graves das doenças respiratórias continua sendo a vacinação. Além disso, o pré-natal permite identificar fatores de risco e orientar medidas específicas para cada gestante", explica.
Vacina contra a gripe é recomendada para todas as gestantes
Entre as principais formas de prevenção está a vacinação contra a influenza, indicada para todas as gestantes, independentemente da idade gestacional.
De acordo com a Dra. Lisandra, a imunização protege a mãe contra complicações causadas pela gripe e ainda beneficia o bebê nos primeiros meses de vida, graças à transferência de anticorpos durante a gestação.
"A vacina contra a gripe é segura e pode ser aplicada em qualquer fase da gestação, inclusive no primeiro trimestre. O ideal é que seja feita assim que estiver disponível, garantindo proteção o quanto antes", destaca.
Quais vacinas são importantes durante a gestação?
Além da vacina contra a gripe, outras imunizações fazem parte dos cuidados recomendados no pré-natal.
A vacina contra a coqueluche (dTpa) deve ser aplicada entre 20 e 36 semanas de gestação, preferencialmente entre 27 e 36 semanas, para proteger o recém-nascido nos primeiros meses de vida.
Também é indicada a vacinação contra a COVID-19, conforme o calendário vigente, reduzindo o risco de complicações maternas e fetais.
Outra novidade é a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), que permite a transferência de anticorpos da mãe para o bebê, diminuindo significativamente o risco de casos graves de bronquiolite após o nascimento.
O que fazer se a gestante apresentar sintomas respiratórios?
Ao surgirem sintomas como febre, tosse, dor de garganta ou mal-estar, a orientação é procurar atendimento médico o mais cedo possível.
Durante a gestação, a automedicação não é recomendada. Enquanto aguarda avaliação médica, a gestante deve manter boa hidratação, repousar quando necessário e seguir todas as orientações do obstetra.
Alguns sinais exigem atendimento imediato, como:
falta de ar;
febre persistente;
dor no peito;
diminuição dos movimentos do bebê.
Nessas situações, a avaliação médica não deve ser adiada. "A gestação exige cuidados individualizados. O acompanhamento pré-natal é o momento ideal para esclarecer dúvidas, manter a vacinação em dia e reduzir riscos tanto para a mãe quanto para o bebê", conclui a Dra. Lisandra.
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